• Primeira missa no Brasil

    A primeira missa no Brasil foi celebrada por Dom Frei Henrique de Coimbra no dia 26 de abril de 1500, um domingo, na praia da Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, no litoral sul da Bahia.

  • Guerra dos Palmares

    conjunto de campanhas militares que culminou na erradicação do Quilombo dos Palmares, no Brasil, na segunda metade do século XVII.

  • Independência do Brasil

    o processo que culminou com a emancipação política do território brasileiro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822), no início do século XIX, e a instituição do Império do Brasil (1822-1889), no mesmo ano.

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Guerra guaranítica


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Guerra Guaranítica: resistência indígena aos colonizadores

O que foi

A Guerra Guaranítica foi um conjunto de conflitos militares entre índios guaranis e as tropas portuguesas e espanholas. Ocorreu na região sudoeste do Brasil entre os anos de 1754 e 1756. É considerado o principal levante indígena brasileiro contra o domínio dos colonizadores europeus.

Contexto histórico

Em 1750, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Madri. Este tratado redefinia a divisão das terras da América do Sul entre portugueses e espanhóis. De acordo com ele, a região dos Sete Povos das Missões (atual região oeste do RS), que era da Espanha, deveria ser entregue aos portugueses. Em troca, a Espanha ficaria com a Colônia do sacramento. Os jesuítas espanhóis, que atuavam na área, não aceitaram o acordo e armaram os indígenas da região.

Quando os portugueses foram tomar posse da região, em 1754, houve conflito militar entre estes e os índios, que não aceiraram deixar suas terras. Teve início então a Guerra Guaranítica.

Tropas espanholas também entraram na batalha, ao lado dos portugueses, e combateram os indígenas na tentativa de expulsá-los das terras, fazendo assim cumprir o Tratado de Madri.

Causas:

- Tratado de Madri (1750) que estabelecia a entrega da região dos Sete Povos das Missões, controlada por jesuítas espanhóis, a Portugal.

- Armamento dos indígenas da região pelos jesuítas espanhóis, para que estes resistissem aos portugueses e defendessem a posse da terra na região.

- Disputas territoriais entre Portugal e Espanha em meados do século XVIII.

- Poder dos jesuítas nas regiões que faziam a catequização dos índios, assim como a forte influência sobre estes nativos.

- Forte desejo dos índios guaranis em permanecer em suas terras, não obedecendo aos acordos feitos pelos governantes europeus. Ou seja, o sentimento de resistência ao domínio dos colonizadores europeus estava presente entre os guaranis.

Consequências:

- Morte de mais de vinte mil índios guaranis da região dos Sete Povos das Missões.

- Destruição dos Sete Povos das Missões em 1756.

- Diminuição da influência dos jesuítas na região sul do Brasil.

Curiosidade:

O principal líder indígena guarani, durante a Guerra Guaranítica, foi Sepé Tiaraju. É considerado até hoje uma espécie de herói e símbolo da resistência indígena contra a opressão dos colonizadores europeus.

A escravidão no Brasil


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Resumo

- A escravidão começou no Brasil no século XVI. Os colonos portugueses começaram escravizando os índios, porém a oposição dos religiosos dificultou esta prática. Os colonos partiram para suas colônias na África e trouxeram os negros para trabalharem nos engenhos de açúcar da região Nordeste. 

- Os escravos também trabalharam nas minas de ouro, a partir da segunda metade do século XVIII. 

- Tanto nos engenhos quanto nas minas, os escravos executavam as tarefas mais duras, difíceis e perigosas.

- A maioria dos escravos recebia péssimo tratamento. Comiam alimentos de péssima qualidade, dormiam na senzala (espécie de galpão úmido e escuro) e recebiam castigos físicos.

- O transporte dos africanos para o Brasil era feito em navios negreiros que apresentavam péssimas condições. Muitos morriam durante a viagem.

- Os comerciantes de escravos vendiam os negros como se fossem mercadorias.

- Os escravos não podiam praticar sua religião de origem africana, nem seguir sua cultura. Porém, muitos praticavam a religião de forma escondida.

- As mulheres também foram escravizadas e executavam, principalmente, atividades domésticas. Os filhos de escravos também tinham que trabalhar por volta dos 8 anos de idade.

- Muitos escravos lutaram contra esta situação injusta e desumana. Ocorreram revoltas em muitas fazendas. Muitos escravos também fugiram e formaram quilombos, onde podiam viver de acordo com sua cultura.

- A escravidão só acabou no Brasil no ano de 1888, após a decretação da Lei Áurea.

revoltas nativistas


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Revolta de Filipe dos Santos: uma das revoltas nativistas

Introdução

As revoltas nativistas foram aquelas que tiveram como causa principal o descontentamento dos colonos brasileiros com as medidas tomadas pela coroa portuguesa. Ocorreram entre o final do século XVII e início do XVIII. A maior parte destas revoltas foi reprimida com violência pela coroa portuguesa, como forma de controlar seu domínio sobre a colônia brasileira.

Principais causas:

- Monopólio português do comércio de mercadorias.

- Preços elevados cobrados pelos produtos comercializados pelos portugueses.

- Medidas da metrópole que favoreciam os portugueses, principalmente os comerciantes.

- Conflitos culturais, políticos e comerciais entre colonos e portugueses.

- Altos impostos cobrados pela coroa portuguesa, principalmente sobre a extração de ouro realizada pelos colonos brasileiros.

- Exploração colonial praticada por Portugal.

- Rígido controle, através de leis, imposto pela metrópole sobre o Brasil.

Principais revoltas nativistas:

Revolta de Beckman

Ocorreu no Maranhão em 1684. Liderada por Manuel Beckman, teve como causa principal a falta de mão-de-obra escrava e o desabastecimento e altos preços das mercadorias comercializadas pela Companhia Geral de Comércio do Estado do Maranhão, criada pela coroa portuguesa em 1682.

Guerra dos Emboabas

Ocorreu em Minas Gerais entre os anos de 1708 e 1709. Os bandeirantes paulistas queriam exclusividade na exploração das minas de ouro descobertas por eles. Porém, portugueses e colonos de outros estados (chamados de emboabas pelos paulistas) também queriam o direito de exploração. O conflito ocorreu pela disputa de exploração do ouro entre estes dois grupos.

Guerra dos Mascates

Ocorreu em Pernambuco entre 1710 e 1711. Teve como principal causa a disputa política entre os senhores de engenho de Olinda e os mascates (comerciantes portugueses) pelo controle de Pernambuco.

Revolta de Filipe dos Santos

Também conhecida como Revolta de Vila Rica, ocorreu em Vila Rica (Minas Gerais), atual Ouro Preto, no ano de 1720. Liderada por Filipe dos Santos, teve como causas:

- A cobrança de altos impostos e taxas pela coroa portuguesa sobre a exploração de outro no Brasil.

- A criação das Casas de Fundição, criada para controlar e arrecadar impostos sobre o ouro encontrado na colônia.

- Proibição da circulação do ouro em pó, com punições severas para quem fosse pego com o ouro nesta condição.

- Monopólio das principais mercadorias pelos comerciantes portugueses.

Outras revoltas nativistas:

- Revolta do Sal (São Paulo e Minas Gerais - 1710)
- Revolta da Cachaça (Rio de Janeiro - 1660 a 1661)
- Motins do Maneta (Salvador-BA - 1711)

História do Descobrimento do Brasil


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História do Descobrimento do Brasil


Em 22 de abril de 1500 chegava ao Brasil 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral. A primeira vista, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e chamaram-no de Monte Pascoal. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil.

Após deixarem o local em direção à Índia, Cabral, na incerteza se a terra descoberta tratava-se de um continente ou de uma grande ilha, alterou o nome para Ilha de Vera Cruz. Após exploração realizada por outras expedições portuguesas, foi descoberto tratar-se realmente de um continente, e novamente o nome foi alterado. A nova terra passou a ser chamada de Terra de Santa Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil, ocorrida no ano de 1511, nosso país passou a ser chamado pelo nome que conhecemos hoje: Brasil. 

A descoberta do Brasil ocorreu no período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha exploravam o oceano em busca de novas terras. Poucos anos antes da descoberta do Brasil, em 1492, Cristóvão Colombo, navegando pela  Espanha, chegou a América, fato que ampliou as expectativas dos exploradores. Diante do fato de ambos terem as mesmas ambições e com objetivo de evitar guerras pela posse das terras, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494. De acordo com este acordo, Portugal ficou com as terras recém descobertas que estavam a leste da linha imaginária (370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde), enquanto a Espanha ficou com as terras a oeste desta linha. 

Mesmo com a descoberta das terras brasileiras, Portugal continuava empenhado no comércio com as Índias, pois as especiarias que os portugueses encontravam lá eram de grande valia para sua comercialização na Europa. As especiarias comercializadas eram: cravo, pimenta, canela, noz moscada, gengibre, porcelanas orientais, seda, etc. Enquanto realizava este lucrativo comércio, Portugal realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil, explorando da Mata Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja tinta vermelha era comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado o escambo, ou seja, os indígenas recebiam dos portugueses algumas bugigangas (apitos, espelhos e chocalhos) e davam em troca o trabalho no corte e carregamento das toras de madeira até as caravelas. 

Foi somente a partir de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, que a coroa portuguesa começou a interessar-se pela colonização da nova terra. Isso ocorreu, pois havia um grande receio dos portugueses em perderem as novas terras para invasores que haviam ficado de fora do tratado de Tordesilhas, como, por exemplo, franceses, holandeses e ingleses. Navegadores e piratas destes povos, estavam praticando a retirada ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar, visando um promissor comércio desta mercadoria na Europa.

Capitanias Hereditárias - Resumo


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As Capitanias Hereditárias e a Administração colonial


As Capitanias hereditárias foi um sistema de administração territorial criado pelo rei de Portugal, D. João III, em 1534. Este sistema consistia em dividir o território brasileiro em grandes faixas e entregar a administração para particulares (principalmente nobres com relações com a Coroa Portuguesa).

Este sistema foi criado pelo rei de Portugal com o objetivo de colonizar o Brasil, evitando assim invasões estrangeiras. Ganharam o nome de Capitanias Hereditárias, pois eram transmitidas de pai para filho (de forma hereditária).

Estas pessoas que recebiam a concessão de uma capitania eram conhecidas como donatários. Tinham como missão colonizar, proteger e administrar o território. Por outro lado, tinham o direito de explorar os recursos naturais (madeira, animais, minérios).

O sistema não funcionou muito bem. Apenas as capitanias de São Vicente e Pernambuco deram certo. Podemos citar como motivos do fracasso: a grande extensão territorial para administrar (e suas obrigações), falta de recursos econômicos e os constantes ataques indígenas.

O sistema de Capitanias Hereditárias vigorou até o ano de 1759, quando foi extinto pelo Marquês de Pombal.

Capitanias Hereditárias criadas no século XVI:

Capitania do Maranhão

Capitania do Ceará

Capitania do Rio Grande

Capitania de Itamaracá

Capitania de Pernambuco

Capitania da Baía de Todos os Santos

Capitania de Ilhéus

Capitania de Porto Seguro

Capitania do Espírito Santo

Capitania de São Tomé

Capitania de São Vicente

Capitania de Santo Amaro

Capitania de Santana  


História Da Conjuração Baiana,


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O que foi


Também conhecida como Revolta dos Alfaiates, a Conjuração Baiana foi uma revolta social de caráter popular ocorrida na Bahia em 1798. Teve uma importante influência dos ideais da Revolução Francesa. Além de ser emancipacionista, defendeu importantes mudanças sociais e políticas na sociedade.

Causas

- Insatisfação popular com o elevado preço cobrado pelos produtos essenciais e alimentos. Além disso, reclamavam da carência de determinados alimentos.

- Forte insatisfação com o domínio de Portugal sobre o Brasil. O ideal de independência estava presente em vários setores da sociedade baiana.





Objetivos


- Defendiam a emancipação política do Brasil, ou seja, o fim do pacto colonial com Portugal;

- Defendiam a implantação da República;

- Liberdade comercial no mercado interno e também com o exterior;

- Liberdade e igualdade entre as pessoas. Portanto eram favoráveis à abolição dos privilégios sociais e também da escravidão;

- Aumento de salários para os soldados.

Líderes


- Um dos principais líderes foi o médico, político e filósofo baiano Cipriano Barata.

- Outra importante liderança, que atuou muito na divulgação das ideias do movimento, foi o soldado Luís Gonzaga das Virgens.

- Os alfaiates Manuel Faustino dos Santos Lira e João de Deus do Nascimento.

Quem participou


- O movimento contou com a participação de pessoas pobres, letrados, padres, pequenos comerciantes, escravos e ex-escravos.

A Revolta


A revolta estava marcada, porém um dos integrantes do movimento, o ferreiro José da Veiga, delatou o movimento para o governador, relatando o dia e a hora em que aconteceria.

O governo baiano organizou as forças militares para debelar o movimento antes que a revolta ocorresse. Vários revoltosos foram presos. Muitos foram expulsos do Brasil, porém quatro foram executados na Praça da Piedade em Salvador.

Você sabia?


- A Conjuração Baiana é também chamada de Revolta dos Alfaiates, pois muitos destes profissionais participaram do movimento.

Brasil Colônia


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PERÍODO: Brasil Colônia

1500 – A expedição de Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil.
1501 – Américo Vespúcio faz uma expedição exploratória na costa brasileira.
1504 – Chegam ao Brasil navegadores  franceses para exploração do território.
1530 – É instituído o regime de capitanias hereditárias por Dom João III. A expedição colonizadora de Martim Afonso chega ao Brasil.
1532 – Fundada a Vila de São Vicente, primeira vila do Brasil por Martim Afonso.
1534 - O Brasil é dividido em capitanias hereditárias. Início da escravização do índio no Brasil.
1543 - A primeira Santa Casa do Brasil é fundada por Braz Cubas.
1548 – Criado  o governo-geral com o objetivo de centralizar a administração da Colônia.
1549 – A cidade de Salvador é fundada.  é constituído o primeiro governo geral do Brasil com Tomé de Souza.
1550 - Inicia a criação de gado no Brasil, com chegada de espécies. Em Salvador chega a primeira leva de escravos vindos da África.
1555 - Os franceses fundam a França Antártica, no Rio de Janeiro.
1562 - João Ramalho torna-se capitão-mor de São Paulo de Piratininga.
1563 – A cidade de São Sebastião (Rio de Janeiro) é fundada por Estácio de Sá. 
1567 - Os franceses são expulsos do Rio de Janeiro.
1570 – A liberdade dos índios é garantida pela Carta régia.
1571 – Decreto de Dom Sebastião determina  que somente navios portugueses transportem mercadorias para o Brasil.
1578 - Francis Drake e outros corsários ingleses exploram pau-brasil no Maranhão.
1580 - Início do domínio espanhol, também chamado União Ibérica.
1584 - Os portugueses dão inicio a conquista da Paraíba.
1585 - O forte em torno do qual cresceu a atual cidade de João Pessoa é construído por Martim Leitão.
1586 – Espanhóis e portugueses tentam, sem sucesso, expulsar os franceses da Paraíba.
1587 - Barcos estrangeiros são proibidos de ancorar no Brasil. O capitão inglês Thomas Cavendish pratica atos de pirataria em São Vicente.
1595 - Lei de Filipe II proíbe a escravização dos índios. Ataque do corsário inglês James Lancaster no Recife.
1596 - Ingleses fundam feitorias no delta do Rio Amazonas.
1599 - Jerônimo de Albuquerque pacifica os portugueses na Paraíba e funda Natal.
1605 - Governo espanhol proíbe que estrangeiros desembarquem no Brasil e nas demais partes do além-mar português.
1612 - Os franceses invadem o Maranhão e fundam a França Equinocial.
1615 - Jerônimo de Albuquerque, Alexandre Moura e Francisco Caldeira apoderam-se do forte de São Luiz do Maranhão, derrotando a França Equinocial.
1616 – A cidade de Santa Maria do Belém, no Paraná,  é fundada por Francisco Caldeira.
1619 - Índios Tupinambás se revoltam, porém são derrotados no Pará.
1621 - O Estado do Maranhão (Maranhão, Ceará e Pará), é criado pela Coroa Espanhola.
1624 – Os holandeses invadem a Bahia; os portugueses estabelecem a resistência.
1625 – Os holandeses são expulsos da Bahia com o apoio da esquadra espanhola.
1630 - Os holandeses atacam Pernambuco e se estabelecem.
1637 – Mauricio de Nassau, governador holandês de Pernambuco, expulsa as tropas luso-brasileiras em direção à Bahia.
1638 - Inicia a expedição de João Dias em direção ao sul do país.